Olá pessoal!
Após uma longa ausência cá volto eu à carga com mais filmes e já agora, FELIZ 2016!
Que tal começar 2016 com um drama romântico? Podia ser pior, acreditem. Aliás, podia ser muito pior se esse filme não fosse "Pride and Prejudice".
Mrs. Bennet tem 5 filhas e quer, num contexto inglês do século XIII/XIV, casá-las a todas.
Estas jovens camponesas apresentam-se então num salão de baile, juntamente com muitas outras e eis que entra o protagonista da paixão. Mr. Darcy, altivo, arrogante, achando na sua natureza que todas as jovens presentes lhe são inferiores. Caminha pelo salão até que avista Elizabeth. Damn, parece que todas as personagens que a Keira Knightley representa são todas Elizabeths da Inglaterra moderna.
De qualquer dos modos, eis o filme. Uma jovem que se sente insultada (o Orgulho) por Mr. Darcy e o próprio, que se sente superior a ela (e o Preconceito). No fundo ambos se sentem muito atraídos um pelo outro e após várias peripécias morrem os dois a jogar dados no casino de Vila Moura, porque nem pensem que vos vou contar como isto acaba.
Keira foi fantástica como sempre, o rapazito que faz de Mr. Darcy? Meh, not so great, mas não foi péssimo.
Rosamund Pike tem um papel simples, mas interpreta-o muito bem.
Judi Dench e Donald Sutherland! Holy moly! Que dupla da velha guarda. Sempre a roubarem as respetivas cenas!
Há um momento muito especial com Donald Sutherland já caminhando para o final do filme. Aí se vêem os bons atores mesmo!
Em síntese: Bom plot, boa história, bom romance. O filme não se arrasta. A cinematografia é bastante boa, grandes planos Mr. Joe Wright!
Classificação: 4 Estrelas
TRAILER
CinemaTALK
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
domingo, 20 de setembro de 2015
Irrational Man - Homem Irracional - 2015| Revisão
Good Ol' Woody!
Cá estamos nós com mais um filme de Woody Allen! É triste de facto a falta de publicidade e de comercialidade. Atrevo-me até a dizer que é um atentado para o cinema que tragédias como o "novo" quarteto fantástico tenham tamanha visibilidade comparada com os filmes de Allen. Triste seria até uma palavra mais adequada.
'Nuff desilusões e para o filme vamos nós.
Realizado e escrito por Woody Allen, este filme está a ser divulgado como "não tão bom como de costume", mas o que é certo é que aquilo que "não é tão bom" feito por Woody Allen, é sempre melhor do que tudo o resto, nas palavras de Roni Nunes. Palavras com as quais eu não podia concordar mais.
Abe é um professor de filosofia, completamente traumatizado pela vida auto-destrutivo e deprimido até não poder mais. A sua vida, assim que o conhecemos, não tem qualquer significado e ele próprio sendo um professor de filosofia, acha a filosofia uma treta e utiliza um termo que eu achei, sinceramente, a definição mais impressionante que alguma vez presenciei: "A filosofia é masturbação verbal".
Este professor vem então ensinar filosofia para uma nova universidade e aventuras acontecem mudando a sua vida e a vida de Jill Pollard, uma jovem aluna da sua disciplina
É um pouco difícil falar do filme sem revelar o plot, mas vale mesmo a pena.
Joaquin Phoenix está no filme e é INCRÍVEL. Como sempre, aliás. Já nos habituámos às boas performances de Joaquin, não há muito a acrescentar aqui, o homem é um ator brilhante e embora esta não tenha sido oscar worthy performance, já está a merecer.
O que dizer então de Emma Stone! Ela que já tinha participado em Magic in the Moonlight (com Colin Firth) e tendo participações noutros filmes brilhantes ( Birdman, The Help) esta jovem atriz soma e segue com mais uma fantástica performance e será muito provavelmente uma figura para relembrar em hollywood daqui a uns anos.
Em última análise é importante dizer que mal começamos a ver até que acabamos está Woody Allen all over it Desde a música até ao layout do filme. Ele não se vende ao que é comercial e ao que a maioria do público gosta. Ele faz o que gosta da maneira que gosta. Eis a marca de um verdadeiro artista.
Revisão: 4 Estrelas
TRAILER
Cá estamos nós com mais um filme de Woody Allen! É triste de facto a falta de publicidade e de comercialidade. Atrevo-me até a dizer que é um atentado para o cinema que tragédias como o "novo" quarteto fantástico tenham tamanha visibilidade comparada com os filmes de Allen. Triste seria até uma palavra mais adequada.
'Nuff desilusões e para o filme vamos nós.
Realizado e escrito por Woody Allen, este filme está a ser divulgado como "não tão bom como de costume", mas o que é certo é que aquilo que "não é tão bom" feito por Woody Allen, é sempre melhor do que tudo o resto, nas palavras de Roni Nunes. Palavras com as quais eu não podia concordar mais.
Abe é um professor de filosofia, completamente traumatizado pela vida auto-destrutivo e deprimido até não poder mais. A sua vida, assim que o conhecemos, não tem qualquer significado e ele próprio sendo um professor de filosofia, acha a filosofia uma treta e utiliza um termo que eu achei, sinceramente, a definição mais impressionante que alguma vez presenciei: "A filosofia é masturbação verbal".
Este professor vem então ensinar filosofia para uma nova universidade e aventuras acontecem mudando a sua vida e a vida de Jill Pollard, uma jovem aluna da sua disciplina
É um pouco difícil falar do filme sem revelar o plot, mas vale mesmo a pena.
Joaquin Phoenix está no filme e é INCRÍVEL. Como sempre, aliás. Já nos habituámos às boas performances de Joaquin, não há muito a acrescentar aqui, o homem é um ator brilhante e embora esta não tenha sido oscar worthy performance, já está a merecer.
O que dizer então de Emma Stone! Ela que já tinha participado em Magic in the Moonlight (com Colin Firth) e tendo participações noutros filmes brilhantes ( Birdman, The Help) esta jovem atriz soma e segue com mais uma fantástica performance e será muito provavelmente uma figura para relembrar em hollywood daqui a uns anos.
Em última análise é importante dizer que mal começamos a ver até que acabamos está Woody Allen all over it Desde a música até ao layout do filme. Ele não se vende ao que é comercial e ao que a maioria do público gosta. Ele faz o que gosta da maneira que gosta. Eis a marca de um verdadeiro artista.
Revisão: 4 Estrelas
TRAILER
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Gone Girl - Em Parte Incerta - 2014 | Revisão
VALHA-ME SANTO ANTÓNIO DO CINEMA
Eis a definição de um filme longo, que mesmo assim não parece longo o suficiente. David Fincher esmerou-se de facto.
A fita trata o relacionamento de um moço com uma moça. Ambos são especiais e parecem pessoas com um QI acima do normal, pelo menos é um pouco difícil acompanhar certos diálogos no início do filme. A certo ponto no seu casamento a rapariga desaparece misteriosamente e BAM, é esse o filme.
Estaria a enganar se dissesse que o filme era apenas isso. Desde o início do filme que nos apercebemos que há algo profundamente errado. Logo a partir da voz introdutória do Affleck que ficamos com a pulga atrás da orelha.
É lógico que este desaparecimento levanta perguntas tais como : "será que foi o marido?" e nós (os viewers), vamos andar a fazer de detetives durante a grande parte do filme apenas para ele continuar a dar voltas de 180º e a deixar-nos cada vez mais confusos. O facto da desaparecida ser conhecida publicamente, cria uma certa verdade e relação em todos nós (exemplo de Maddie McCann).
Ben Affleck faz um papel sólido, "not oscar worthy", mas sólido e representa muito bem a personagem Nick Dunne.
Falemos de Gatunos de filmes...meu deus. Rosamund Pike. Que performance! Quando toda a gente pensava que ela seria apenas mais uma "Bond Girl" ela acaba por protagonizar de forma exemplar uma personagem imensamente difícil.
Temos também uma surpresa em Tyler Perry. Uma ótima performance, foi o segundo melhor no filme, roubava quase todas as cenas em que estava.
Agora há que falar de uma flaw. Quer dizer, não é bem uma flaw, mas podia ter sido melhor conseguido. NPH protagonizou Desi Collings e acaba por ser um erro no casting. Eu pessoalmente, acho o Neil Patrick Harris um dos reis do espetáculo e um dos artistas mais completos de sempre, mas para este filme pedia-se algo diferente. O acting é bom como seria de esperar, mas não se consegue tirar da cabeça a comédia. A própria maneira dele falar e de agir relembra-nos por vezes o Barney, o que não cai bem num filme dramático.
Em última nota este filme é espetacular, sem grandes flaws. É intrigante e saímos do filme a pensar (WTF WAS THAT) e é exatamente o que era pretendido.
Revisão: 4,5 Estrelas
TRAILER
Eis a definição de um filme longo, que mesmo assim não parece longo o suficiente. David Fincher esmerou-se de facto.
A fita trata o relacionamento de um moço com uma moça. Ambos são especiais e parecem pessoas com um QI acima do normal, pelo menos é um pouco difícil acompanhar certos diálogos no início do filme. A certo ponto no seu casamento a rapariga desaparece misteriosamente e BAM, é esse o filme.
Estaria a enganar se dissesse que o filme era apenas isso. Desde o início do filme que nos apercebemos que há algo profundamente errado. Logo a partir da voz introdutória do Affleck que ficamos com a pulga atrás da orelha.
É lógico que este desaparecimento levanta perguntas tais como : "será que foi o marido?" e nós (os viewers), vamos andar a fazer de detetives durante a grande parte do filme apenas para ele continuar a dar voltas de 180º e a deixar-nos cada vez mais confusos. O facto da desaparecida ser conhecida publicamente, cria uma certa verdade e relação em todos nós (exemplo de Maddie McCann).
Ben Affleck faz um papel sólido, "not oscar worthy", mas sólido e representa muito bem a personagem Nick Dunne.
Falemos de Gatunos de filmes...meu deus. Rosamund Pike. Que performance! Quando toda a gente pensava que ela seria apenas mais uma "Bond Girl" ela acaba por protagonizar de forma exemplar uma personagem imensamente difícil.
Temos também uma surpresa em Tyler Perry. Uma ótima performance, foi o segundo melhor no filme, roubava quase todas as cenas em que estava.
Agora há que falar de uma flaw. Quer dizer, não é bem uma flaw, mas podia ter sido melhor conseguido. NPH protagonizou Desi Collings e acaba por ser um erro no casting. Eu pessoalmente, acho o Neil Patrick Harris um dos reis do espetáculo e um dos artistas mais completos de sempre, mas para este filme pedia-se algo diferente. O acting é bom como seria de esperar, mas não se consegue tirar da cabeça a comédia. A própria maneira dele falar e de agir relembra-nos por vezes o Barney, o que não cai bem num filme dramático.
Em última nota este filme é espetacular, sem grandes flaws. É intrigante e saímos do filme a pensar (WTF WAS THAT) e é exatamente o que era pretendido.
Revisão: 4,5 Estrelas
TRAILER
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Silver Linings Playbook - Guião para um Final Feliz - 2012 | Revisão
B-Coop e J-Law no seu melhor.
Realizado por David O. Russel, Silver Linings playbook conta-nos a história de Pat e o seu caminho para a recuperação após ter estado internado num hospital psiquiátrico.
Este filme está recheado de realidade. Nada aqui é de "plástico", sente-se essa realidade no character development. Os defeitos das personagens são aquilo que dá vida ao plot, o que é inovador e "oscar worthy".
O filme retrata bem as dificuldades do ingresso na sociedade de alguém que tem doenças mentais e banha-nos com essa ideia, pois todas as personagens são, de uma forma ou de outra "messed up".
Bradley Cooper faz um trabalho monumental, quem diria que após estes anos ele seria um dos melhores atores de hollywood. A sua química com Jennifer Lawrence é inquestionável nesta que é, também, uma história de amor.
Robert DeNiro dá o seu toque de mestre e arrecadou mais uma nomeação pela academia (Mr. DeNiro... por favor pare, já sabemos que é um génio).
Chris Tucker regressa como uma personagem meia "encolhida", mas ainda assim consegue espalhar a sua comédia, como sempre (é o rei este homem).
Em última nota, é uma história cativante com voltas e mais voltas e há sempre uma incerteza em como tudo vai acabar, o que dá uma certa magia.
Revisão. 5 Estrelas
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Begin Again - Num Outro Tom - 2014 | Revisão
Será que o Adam Levine deu um tiro no pé?
Finalmente um filme sobre música e mais em concreto sobre a indústria!
Keira Knightley protagoniza e bastante bem Gretta, a companheira de viagem e de vida da personagem de Adam Levine, Dave Kohl (estranhamente semelhante a Dave Grohl...será algum tipo de homenagem?). Dave é um artista de sucesso, mas conforme vamos descobrindo, não seria metade se não fosse Gretta.
Eis que chega o ladrão, como eu gosto de lhe chamar, o scene stealer deste filme, Mark Ruffalo. Wow, grande ator. Cada vez que vejo uma performance deste homem, fico cada vez mais com a sensação que está a caminho do óscar. De qualquer dos modos, Ruffalo interpreta um produtor falhado que busca incessantemente um talento.
O plot parece cliché, mas acaba por se desvendar precisamente o contrário! Dá uma visão real da indústria e de como muda as pessoas e o seu discernimento.
Há até uma conversa entre Dave e Gretta em que ambos defendem pontos de vista completamente válidos o que me deixa um pouco"braindead", sendo eu um amante de música e de frequentemente ter esse tipo de discussões e de ter uma visão completamente clara da minha posição.
O filme não se arrasta, é interessante, embora um pouco previsível.
Trata de temas para além da música, assuntos familiares e afins, sempre com mensagens positivas por trás (eheh).
Achei excecionalmente interessante a representação daquilo que vai na cabeça de um produtor. Nós os bichos da música pensamos todos assim no momento da criação. Props para o John Carney (realizador).
Em última análise diria que é um bom filme para ver a dois(sim, vocês sabem), desde que ambos gostem de música e claro, de cinema.
Revisão: 4 Estrelas
TRAILER
Finalmente um filme sobre música e mais em concreto sobre a indústria!
Keira Knightley protagoniza e bastante bem Gretta, a companheira de viagem e de vida da personagem de Adam Levine, Dave Kohl (estranhamente semelhante a Dave Grohl...será algum tipo de homenagem?). Dave é um artista de sucesso, mas conforme vamos descobrindo, não seria metade se não fosse Gretta.
Eis que chega o ladrão, como eu gosto de lhe chamar, o scene stealer deste filme, Mark Ruffalo. Wow, grande ator. Cada vez que vejo uma performance deste homem, fico cada vez mais com a sensação que está a caminho do óscar. De qualquer dos modos, Ruffalo interpreta um produtor falhado que busca incessantemente um talento.
O plot parece cliché, mas acaba por se desvendar precisamente o contrário! Dá uma visão real da indústria e de como muda as pessoas e o seu discernimento.
Há até uma conversa entre Dave e Gretta em que ambos defendem pontos de vista completamente válidos o que me deixa um pouco"braindead", sendo eu um amante de música e de frequentemente ter esse tipo de discussões e de ter uma visão completamente clara da minha posição.
O filme não se arrasta, é interessante, embora um pouco previsível.
Trata de temas para além da música, assuntos familiares e afins, sempre com mensagens positivas por trás (eheh).
Achei excecionalmente interessante a representação daquilo que vai na cabeça de um produtor. Nós os bichos da música pensamos todos assim no momento da criação. Props para o John Carney (realizador).
Em última análise diria que é um bom filme para ver a dois(sim, vocês sabem), desde que ambos gostem de música e claro, de cinema.
Revisão: 4 Estrelas
TRAILER
Her - Uma História de Amor - 2013 | Revisão
Hm... cena interessante.
Este filme é sem dúvida DIFERENTE. Sim, talvez seja essa a palavra certa.
Realizado por Spike Jonze, "Her - uma História de Amor" retrata a vida de Theodore, trazido à vida pelo talentoso Joaquin Phoenix (vem em crescendo desde o "Gladiador" de 2000).
Theodore vive num mundo que nós imediatamente sentimos como cinzento. Num futuro que nos parece cada vez mais próximo, este triste ser humano "escreve" cartas de amor numa editora. Sentimos imediata simpatia e pena por Theo, mas o que acontece quando se inventa um Sistema Operativo que consegue ter sentimentos e se junta isso à vida solitária da nossa personagem principal? Muita coisa, "if you know what I mean", especialmente se a voz do Sistema for a da fantástica Scarlett Johansson.
O filme concentra-se no character development e aí ter um grande ator no papel principal ajuda imenso.
A Amy Adams também participa no filme e também contribui para a magia (não, não é badalhoquisse).
O filme é inteligente na sua aproximação, tem um bom pace, deixa-te a pensar no fim e a fazer contas à vida. É sem dúvida um grande filme e um grande sábado à noite.
Em última nota é uma história de amor, bem conseguida, sem grandes clichés.
Revisão: 5 estrelas
TRAILER
Este filme é sem dúvida DIFERENTE. Sim, talvez seja essa a palavra certa.
Realizado por Spike Jonze, "Her - uma História de Amor" retrata a vida de Theodore, trazido à vida pelo talentoso Joaquin Phoenix (vem em crescendo desde o "Gladiador" de 2000).
Theodore vive num mundo que nós imediatamente sentimos como cinzento. Num futuro que nos parece cada vez mais próximo, este triste ser humano "escreve" cartas de amor numa editora. Sentimos imediata simpatia e pena por Theo, mas o que acontece quando se inventa um Sistema Operativo que consegue ter sentimentos e se junta isso à vida solitária da nossa personagem principal? Muita coisa, "if you know what I mean", especialmente se a voz do Sistema for a da fantástica Scarlett Johansson.
O filme concentra-se no character development e aí ter um grande ator no papel principal ajuda imenso.
A Amy Adams também participa no filme e também contribui para a magia (não, não é badalhoquisse).
O filme é inteligente na sua aproximação, tem um bom pace, deixa-te a pensar no fim e a fazer contas à vida. É sem dúvida um grande filme e um grande sábado à noite.
Em última nota é uma história de amor, bem conseguida, sem grandes clichés.
Revisão: 5 estrelas
TRAILER
Subscrever:
Comentários (Atom)